Ai de mim, se não fosse o sling: bora carregar!

Uma das coisas mais deliciosas de se ter um bebê em casa é poder carregá-lo pendurado a si em slings ou mochilas ergonômicas. Até hoje, carrego meu filho, que fez, recentemente, 3 anos, e já tem 13 kg. Claro que, agora, os percursos precisam ser curtos, porque a mãe aqui já não dá mais conta do peso… E já se sente em prantos por saber que, muito em breve, não vai mais carregar seu pequeno canguru por aí juntinho do corpo. Afinal, eles crescem, e a melhor coisa que você pode fazer é passar o máximo de tempo colado neles até que saiam pela porta dizendo que vão ganhar o mundo dentro de uma Kombi.

Influenciada pela vontade louca de gritar aos quatro cantos a MARAVILHA que é carregar nossas crianças penduradas nos primeiros anos – sem falar na praticidade e nos benefícios que slingar traz às crianças –, decidi escrever esta série de posts falando de por que você deve aderir à praticas e dividindo algumas dicas de slings e carregadores para cada fase.

Sempre que tomo ciência de uma conhecida ou amiga que está grávida, largo a tagarelar sobre os benefícios de carregar, dos tipos PROIBIDOS de carregador e encaminho (pergunto antes se a pessoa quer, lógico) uma lista com algumas impressões minhas pra a futura mãe que quer ser iniciada no universo das carregadeiras. Agora vou é mandar este link aqui : )

É importante frisar que todas as informações aqui são dadas COM BASE NA MINHA EXPERIÊNCIA FAMILIAR. Não sou profissional ou especialista no tema, apenas uma mãe que pesquisou e carregou MUITO e gosta de espalhar a boa nova! Ah, se você for especialista no assunto e vir alguma coisa não muito clara, pode escrever para mim, que a gente conserta. Afinal, nada melhor do que INFORMAÇÃO compartilhada.

Vou começar este primeiro post falando por que carregar é uma maravilhosidade. Venha comigo!

Por que carregar?

Praticidade e liberdade

Tudo o que as mães e puérperas precisam (e querem) é de LIBERDADE. A gente tem de fazer as coisas em casa, às vezes dar aquela trabalhadinha de home office, ir ao mercado e, principalmente, colocar a cara na rua pra passar bastante o tempo nesse período louco que é a chegada do bebê. Precisamos das mãos, de mobilidade, mas temos um bebê 24 horas a cuidar. Sling é INDEPENDÊNCIA, autonomia & amor!

A exterogestação    

É uma teoria que diz que a gestação humana tem 52 semanas. Oi? Como assim? É que além das 40 semanas de gravidez, há mais 12 semanas em que os bebês seguem em desenvolvimento fora da barriga. Por isso, os pais deveriam criar o máximo de sensações que remetessem ao período uterino, a fim de que os bebês tivessem uma transição mais tranquila do mundo barriga para a vida cruel e insegura aqui do lado de fora.

A questão é que a teoria faz sentido, já que, após o nascimento, o bebê segue desenvolvendo alguns sistemas, órgãos e suas funções, como é o caso do sistema digestivo, da visão, audição etc.

A exterogestação também explicaria a necessidade que os bebês têm de contato o tempo todo, de colo e de serem embalados, já que viviam grudadinhos e em movimento constante na barriga da mãe.

Para esse período intenso em que o bebê só quer colo, cheirinho de mãe e muito leite, o sling é a salvação. Dá pra manter a cria a todo tempo junto de si. E ainda sentir aquele cheirinho mágico que só cabeça de filho tem ❤

Aliviar cólicas

Não tem remédio que a tecnologia tenha inventado que funcione melhor para cólicas. Nossa vida foi carregar a criança pela casa pra acalmar, dormir e a gente se manter um pouco são com a chegada do nosso filho, as noites insones e a alergia à proteína do leite… Enfim, sling é VIDA!

Dormir rapidinho

É um ótimo calmante e sonífero para bebês inquietos. Acredite, alguns estranham nas primeiras tentativas de “penduramento”, às vezes, muito mais por conta da nossa insegurança do que por desconforto. Insistindo um pouquinho, logo, logo eles percebem que ali é o lugar melhor para ficar.

Quantas tardes passei sentada na poltrona, vendo séries e com meu filhote dormindo grudado em mim.

Criança cansa e haja braço para carregar

Criança não aguenta andar muito. E carrinho é um trambolho para levar a certos lugares. Nada melhor do que CARREGAR e ter as mãos livres. Aqui, a mochila já foi pra todos os lugares: bloco de carnaval, festas juninas, viagem e passeios diversos. Estamos sempre com ela a tiracolo.

Cochilinho durante o passeio

Nada melhor do que sacar um sling da bolsa ou aquela mochila ergonômica sagaz para aproveitar passeios sem ter que carregar a criança pelos braços enquanto ela tira aquele ronco sagrado, né, não?

Ufa, por hoje é só : ) Agora que você já se convenceu que carregar é tudo de bom, volta para conhecer os demais posts da série. Vou falar sobre carregadores para recém-nascidos e bebês!

O crédito da foto de capa deste post é: Kyle Nieber, no Unsplash