Tijuca Beer Experience – Roteiro I

Nota do blog: Esta matéria foi produzida e publicada em 2015. Todos os preços e sugestões podem ter sofrido alterações. É importante checar se o estabelecimento ainda está em funcionamento ou se teve as portas fechadas.

Que tal um roteiro cervejeiro pela Tijuca? Com um cenário movimentado de lojas, bares e bistrôs que oferecem cervejas especiais nacionais ou importadas, o bairro abriga opções para diferentes gostos. Confira a primeira parte de um roteiro por região.

Salte na estação Uruguai de Metrô e siga os endereços!

Nygri

Fundada há 32 anos, a Nygri é um negócio de família. Quando Julio Nygri abriu a primeira delicatéssen da Tijuca, se juntaram a ele na sociedade os pais. Os três se envolvem pessoalmente no atendimento aos clientes. Julio é sempre solícito em oferecer dicas de cervejas, de acordo com o paladar e a disponibilidade em gastar do freguês.

A casa oferece de 80 a 90 rótulos, apenas importados. É possível degustar lá mesmo, em uma das quatro mesinhas. Mas o ambiente é pequeno e não oferece muita privacidade. Porém, é um bom local para ir sozinho. Há sempre fregueses, incluindo o próprio dono, dispostos a bater um papo descontraído e a virar o seu melhor amigo, nem que seja por duas cervejas.

Em meio a um boom de lojas dedicadas às cervejas especiais, por que ir à Nygri? Primeiro porque ela é uma vanguardista. E, segundo, porque ostenta a tradição e o charme dos negócios familiares de bairro, sem, contudo, sucumbir às neófitas lojas cervejeiras do entorno.

Dicas da Casa: a dica do Julio para quem curte as witbier são a Blanche de Bruxelles (R$ 49,00 – 750 ml), Blanche de Namur (R$ 17,00) e Estrella Inedit (R$ 21,00 – 330 ml). Para quem está começando a degustar, o tipo Blanche também é indicado, assim como uma boa Erdinger Weiss. “Se a pessoa for mais ousada, umaKarmeliet cai perfeitamente. Devem-se evitar as que possuem frutas na composição, para que elas não fechem o paladar só no toque doce”, complementa o dono da loja.

Para quem gosta de sabores mais fortes, as de trigo ( Licher, Paulaner e Erdinger Urweisse) são as indicadas. Se já for habitué a bebidas alcoolicas mais fortes, aposte na Floreffe Tripel ou Affligem Tripel,Tennents Oak. “Para os amigos que já estão acostumados aos estilos, partimos para Rochefort 8 e 10, Guinness special export, Piraats, Tennents Scoth e Salvator”, indica o dono da casa.

Hora da fome: é uma delicatéssen, portanto, pastinhas, pastramis e frios, pãezinhos e biscoitos, inclusive para levar para casa. Há, também, queijos e frios importados de muito boa qualidade.

Rua Uruguai, 380 – Loja 18.

Tel.: (21) 2268-6896

Bobinot

O Bobinot é um gastrobar que se dedica apenas às artesanais nacionais. Fui até lá sob a indicação de Julio Nygri (dono da Nygri). Para compor a carta, os sócios, um deles Pedro, também chef da casa, rodam o Brasil em busca de novidades. “Estamos rodando o Brasil inteiro em busca de pequenos produtores com ótimos produtos. Nossos rótulos não são encontrados em qualquer lugar e muita gente acaba aprendendo um pouco mais sobre cerveja conosco”, complementa o chef.

O local tem uma proposta rústica, todas as opções da casa ficam escritas a giz na parte superior da parede em frente à entrada da loja. O Bobinot trabalha com uma variedade de até 600 (!) rótulos em revezamento e mantém no estoque um volume de 110 cervejas geladas.

São boas as dicas que o chef Pedro oferece para o paladar de cada freguês. Meu tipo de cervejas são as witbier, mas gosto de experimentar outras que se assemelhem ao sabor refrescante de uma wit. A Wensky Bier, uma red wizen, que tem por característica a cor avermelhada e sabor frutado, foi a dica que ele me deu em um sábado ensolarado. Peça dicas a ele, se ele estiver na casa. Ele costuma acertar. 

Programação: há diferentes programações gastronômicas sazonais. No ano passado, aconteceu festival de sorvetes artesanais. Este ano, está rolando rodízio de tapas e, aos domingos, um brunch com sabores da roça (R$ 30,00 por pessoa). Em setembro, uma homenagem a Santa Hildegarda, com uma seleção especial de cervejas extra lupuladas está na programação.  E, em outubro, a Oktoberfest, com cervejas brasileiras com estilo alemão.

Brunch de domingo

Hora da fome: comidinhas gourmets em cardápios variáveis, no esquema entrada, prato principal e sobremesa. Há sempre duas opções de entradas (cada R$ 14,00), duas opções de pratos principais (cada R$ 24,00) e duas opções de sobremesa (cada R$ 15,00).

Na categoria petiscos (esses, sim, fixos), uma boa pedida é o queijo Canastra com mel e café (quando provei, até me inspirei e fiz a minha versão em casa).

Rua Conde de Bonfim, 615.

facebook.com/bobinotbistro

ANossa Cervejaria

A terceira loja do entorno (com trocadilho) para você beber cervejas bacanas chama-se ANossa Cervejaria. A pequena porta dá acesso a um universo inversamente proporcional. Há quatro mesinhas na calçada. Costumam ficar cheias nas noites de sábado. Chegando por volta do horário de abertura (16h) é possível encontrar lugar tranquilamente.

Para quem valoriza uma boa trilha sonora nas investidas etílicas (e quem não, não é mesmo?), “há sempre nos altos falantes um som bem escolhido (jazz, blues, rock, lounge)”, indicou Felipe Dani, proprietário, quando perguntei o que, além das cervejas e sanduíches, ele achava especial na loja.

O Nosso Sanduíche

Mas, ao meu paladar, o melhor NÃO é um sanduíche, mas o escondidinho de cordeiro, com creme de baroa e gruyère gratinado (R$ 20,90). 

Sugestão da casa: “A cerveja mais bacana do acervo, na minha opinião, é uma Pilsen, porém, não se trata de qualquer Pilsen. A Perro Libre Viva La Revolución é uma cerveja que me atraiu muito pelo amargor e qualidade. Indico para quem quer boas experiências”, recomenda Felipe Dani. (Perro Libre Viva la Revolución R$ 28,90).

Em breve: a casa está estudando uma maneira de realizar entregas em domicílio de cervejas e sanduiches. Eu sou a primeira da fila 😉

Rua Engenheiro Ernani Cotrim, 15 – loja B.

facebook.com/anossacervejaria

Gato Cervejeiro

Se você já está muitas doses acima, a última dica para a primeira parte do seu roteiro é o Gato Cervejeiro, uma loja pequenina, com apenas duas mesinhas no salão. Há cervejas artesanais tchecas, irlandesas, da Espanha (!) e as mais tradicionais belgas.

Escolha a sua cerveja, faça a sua saideira lá ou leve para casa. Leve para onde quiser : ) Só não esqueça de descansar e beber muita água para evitar a ressaca. As cervejas artesanais costumam ter teores alcoólicos mais altos.

Rua Barão de Mesquita, 356, loja B.

gatocervejeiro.com.br

Todas as fotos deste post são de autoria do blog ou do arquivo de divulgação dos estabelecimentos.

Aliás, um agradecimento especial aos donos e administração das casas, que colaboraram com informações adicionais e depoimentos.

Em tempo: Se você ainda tiver fôlego (ou fígado), acompanhe em breve a parte dois desse roteiro e saúde!